O futuro das corridas de cavalos

A indústria de corridas de cavalos se prepara para entrar em 2022 com renovado otimismo. Após três anos muito complicados, o setor tem recebido impulsos que podem ser determinantes para superar as contrariedades de 2019, quando sofreu um forte ataque de ativistas por animais e rebentou a pandemia de covid-19, que condicionou todo o ano de 2020 e de 2021.

Nos Estados Unidos, o valor do mercado de corridas caiu de US$ 5,25 bilhões em 2018 para US$ 4,94 bilhões em 2019 e US$ 3,44 bilhões em 2020, mas a projeção do portal Statista para o ano de 2021 apontava já para uma subida até aos US$ 3,52 bilhões. Uma subida que, entre outros fatores, acompanha o crescimento do mercado de apostas esportivas, fenômeno que também se registra aqui no Brasil e um pouco por todo o mundo.

Apostar em corridas de cavalo hoje se tornou rotina para milhões. E o mercado das casas de apostas acrescenta um novo valor a uma atividade que data do século XII e se popularizou no Novo Mundo a partir do século XVII, com a criação das primeiras pistas em Long Island. Atualmente, qualquer brasileiro pode seguir uma corrida de cavalo ao vivo através da internet e fazer suas apostas.

https://casa-apostas.com/

Ao mesmo tempo, são cada vez mais os esportistas e outros famosos que se rendem ao fenômeno das apostas em cavalos. O futebolista Antoine Griezmann e o treinador Carlo Ancelotti, o piloto de Fórmula 1 Charles Leclerc, o ex-basquetebolista Tony Parker e o saltador à vara Renaud Lavillenie são alguns dos esportistas de renome mundial que já confessaram publicamente sua paixão pelas corridas de cavalo. E um futebolista ainda em atividade, o argentino Javier Pastore, criou mesmo uma equipe com cores azuis com uma estrela branca, com mangas brancas com estrelas azuis e capacete azul.

https://www.equisport.pt/noticias/javier-pastore-adere-a-moda-das-corridas-de-cavalos/

O mercado agradece e, após três anos em quebra, olha para os sinais de um futuro promissor. O público tem regressado às bancadas das pistas em mercados clássicos, como o britânico e o estadunidense. As apostas de corridas de cavalos continuam a ganhar popularidade, tendência assente na emoção e na incerteza que marcam os grandes eventos dessas corridas. E novas ferramentas que combinam economia e tecnologia, como os NFT, dão uma força extra. Mas disto falaremos mais à frente.

O Mercado Norte-americano 

Ter uma referência ajuda a perceber melhor todo o contexto deste esporte das corridas de cavalos. No norte do Brasil temos uma boa referência: o mercado norte-americano, que já mostrava sua força no final do século XIX. Em 1890, os Estados Unidos tinham 314 pistas com corridas de cavalos. Quatro anos depois, era fundado o American Jockey Club.

No século XX, este esporte sofreu um forte abalo. As apostas em cavalos não foram ilegalizadas, mas muitos estados proibiram o 'bookmaking', tornando impossível registrar as apostas – e nem registros não havia como pagar aos vencedores. Mas rapidamente uma solução foi criada e o mercado de corridas de cavalos continuou a florescer até à II Guerra Mundial.

Mesmo durante a Grande Depressão o esporte registrou uma elevada popularidade. Num tempo de grande retração econômica, as apostas de corridas de cavalos foram uma das boas maneiras das classes baixas conseguirem ganhar uma renda.

O duelo que parou o país

Com a Alemanha nazista se preparando para a guerra, os Estados Unidos pararam em 1 de novembro de 1938. Dois dias antes, um jovem Orson Welles tinha gerado o pânico com sua emissão da “Guerra dos Mundos”, com um fictício ataque extraterrestre. Nesse dia 1 de novembro de 1938, todo o país precisava de um entretenimento, para respirar entre uma guerra fictícia e o início da II Guerra Mundial. E todo o país parou para ver o duelo entre dois cavalos, Seabiscuit e War Admiral.

https://bonniekgoodman.medium.com/otd-in-history-november-1-1938-seabiscuit-defeats-triple-crown-winner-war-admiral-in-a-match-6124e38dcbb4

Dois cavalos que iam correr 40 milhas (64,73 quilómetros) em Baltimore, em uma corrida com enorme simbolismo. Seabiscuit era a Cinderela, um cavalo que representava o sonho do povo, o representante da Costa Leste; War Admiral era o cavalo da aristocracia, o favorito crônico, o representante da Costa Oeste.

O duelo foi preparado na mídia durante semanas, se tornando num dos eventos desportivos mais marcantes da primeira metade do século XX. A transmissão radiofônica teria reunido mais de 40 milhões de espectadores em todo o mundo. Mais de 40 mil pessoas se juntaram na pista de Baltimore para assistir a esta corrida. A vitória de Seabiscuit, que registrou um novo recorde em Baltimore, ficou eternizada na história deste esporte.

Impacto de bilhões na economia

As crises econômicas e o simbolismo de corridas como a de Baltimore se mostraram fundamentais na consolidação das apostas em cavalos. A indústria se desenvolveu de tal forma que os cavalos de corrida atingiram valores de mercado astronômicos. Eis alguns exemplos:

  • Em 1983, Shareef estabeleceu o recorde nos US$ 40 milhões
  • Em 2006, The Green Monkey foi vendido em leilão por US$ 16 milhões
  • Em 2011, o Totilas custou US$ 21 milhões

Nenhum desses valores atingiu, porém, a marca estrondosa de 2000, com o Fusaichi Pegasus a ser vendido por US$ 70 milhões. Uma aposta de alto risco que compensou largamente, com o Fusaichi Pegasus a vencer 6 das 9 corridas em que participou. Uma carreira de sucesso para um cavalo que se 'aposentou' no final de 2020.

E não foi só o valor dos cavalos de corrida a disparar. Com a profissionalização da indústria, todo este setor econômico passou a gerar valor. De acordo com um estudo do American Horse Council, os esportes equídeos contribuem com US$ 39 bilhões de impacto econômico direto, para além de terem criado 1,4 milhões de postos de trabalho só nos Estados Unidos.

Apostas na Betsson

No mundo das apostas esportivas, as corridas de cavalos cedo se afirmaram como um dos mercados com as odds mais atraentes. Com o crescimento da indústria do jogo, hoje em dia qualquer apostador pode fazer seus palpites numa corrida de cavalos ao vivo.

Podemos usar como exemplo uma das principais casas de apostas da Europa e que também opera no mercado brasileiro. Na Betsson, corridas de cavalos se apresentam como um dos mercados mais dinâmicos, com odds ligeiramente acima da média do mercado.

Com a Betsson cavalos, o apostador tem ainda a facilidade de ter os mercados divididos por três categorias: galope, pulo e trote. Esta casa de apostas, uma das mais antigas do setor, oferece ainda uma vasta cobertura geográfica, acompanhando corridas de cavalos em países como Estados Unidos, Chile, França, Reino Unido, Suécia, Noruega, Austrália, Nova Zelândia, Turquia, Bélgica e Uruguai. O apostador pode ainda acompanhar uma corrida de cavalos ao vivo através da plataforma da marca.

Confira aqui a nossa análise da Betsson!

NFTs nas corridas de cavalos 

Seguir uma corrida de cavalos ao vivo é agora coisa do passado. A tecnologia evoluiu a tal ponto que neste ano de 2019 foi lançado um videojogo de corridas de cavalos em NFT que tomou de assalto o ambiente online. Nos acompanhe, que vamos explicar isto tudo.

Um NFT é uma representação digital de algo. No caso do videogame Zed Run, nas corridas estão cavalos NFT. Você se lembra de colecionar figurinhas de futebolistas famosos para completar seus álbuns? A tecnologia tornou esses colecionáveis em figurinhas digitais e neste ambiente digital as figurinhas se chamam NFT (non-fungible token). Os NFT são apresentados como uma nova revolução tecnológica e os valores estão a disparar.

Agora você se pergunta que relação têm as corridas de cavalos com isto, verdade? Pois nesse videojogo as corridas são feitas com cavalos NFT, que podem ser trocados como um cavalo 'de verdade'. Como jogador de Zed Run, você pode também criar os cavalos e depois vender esse NFT para outros jogadores colocarem esses cavalos nas corridas.

Em setembro, foi noticiado que um cavalo NFT foi negociado por mais de US$ 125.000. E a tendência é que os valores continuem a subir, até aos milhões, acompanhando a contínua popularização deste videojogo em específico e de todo o mercado NFT. Basta nota que em julho, numa rodada de financiamento, a empresa que lançou o Zed Run recolheu US$ 20 milhões.

Através deste desenvolvimento tecnológico, as corridas de cavalos 'originais' também ganharam um novo vigor. As gerações mais novas, mais ligadas a todo este ambiente online, ficam curiosas e querem saber mais sobre as origens e a atualidade das corridas de cavalos. Ao mesmo tempo, os videojogos permitem aos apostadores testarem novas estratégias antes de preencherem um boletim de apostas mais 'real' numa casa de apostas que acompanhe este esporte, como a betsson.

Quem ganha com as apostas? 

O maior vencedor é sempre quem jogou no palpite vencedor, mas as apostas de corridas de cavalos beneficiam toda esta indústria, começando nos promotores e terminando nos apostadores em geral, sem esquecer coudelarias, jockeys e torcedores.

Vamos começar pelos promotores. É verdade que as apostas podem ser feitas ao vivo, mas a verdadeira emoção das corridas de cavalos é vivida nas bancadas das pistas. As apostas sempre acompanharam este esporte e algumas das maiores pistas, principalmente nos Estados Unidos, se transformaram em verdadeiros cassinos, com máquinas caça-níqueis, mesa de poker e blackjack e bingos, entre muitos outros jogos. Mas sempre com as corridas de cavalos como principal atrativo.

Para os vários agentes envolvidos, como coudelarias, treinadores e jockeys, as apostas em cavalos feitas online, como a Betsson, corridas de cavalos, ajudam a tornar o esporte ainda mais popular. Isto valoriza toda a indústria, como já ficou demonstrado quando mencionamos os valores astronômicos atingidos por cavalos de topo.

Com esse aumento de promoção, também os torcedores são beneficiados, pois as principais corridas de cavalos se tornam grandes eventos, vividos com a máxima emoção. E para acompanhar essa popularidade as casas de apostas têm de investir em promoções e ofertas, o que vai beneficiar os apostadores.

Toda esta conjugação de fatores deixa antever um futuro promissor para esta indústria, com vantagens para todos os envolvidos. Sim, é verdade que com a pandemia o setor registrou uma quebra nos indicadores econômicos, mas é preciso lembrar que a covid-19 provocou alterações na sociedade cujos efeitos vão ganhar dimensão com o desenrolar do tempo. Devido aos confinamentos, as pessoas se habituaram a passar mais tempo em ambiente online, ficando mais familiarizadas com os streamings de eventos esportivos, com as apostas esportivas online e com novos conceitos tecnológicos.

Por tudo isto, após três anos de sobressalto, as corridas de cavalos olham para o futuro com renovado otimismo. Uma boa notícia para o Brasil, que tem nesta indústria um setor de destaque e na Betsson, corridas de cavalos uma casa de referência.

Basta notar que os puros-sangues brasileiros escreveram as páginas mais bonitas da histórias do Clássico Associação Latino-americana de Jockeys, a maior atração da modalidade no continente. Numa competição tão equilibrada, o Brasil segura a hegemonia de ser o país com maior número de triunfos no Latino-Americano.