6 conceitos que precisa dominar para vencer no mundo das criptomoedas

DeFi, Fiat e Tokens são apenas alguns dos conceitos específicos no contexto de criptomoedas que você precisa dominar para se sair bem, seja no trading das criptomoedas ou mesmo no contexto social e profissional. Essas palavras não estão apenas nos noticiários de economia, e sim cada vez mais fazem parte do dia a dia. Por isso, é tão importante aprender o que realmente significam. Hoje vamos abordar essas expressões de uma forma descomplicada.

Assim como no futebol, há dezenas de pessoas ganhando ao investir nas apostas esportivas, mas são milhares dando palpite sobre o goleiro ou nas escolhas feitas pelo técnico. Esses palpiteiros de plantão não dominam a questão da estratégia, nem param para analisar de forma geral e objetiva o que está acontecendo, direta ou indiretamente. 

No mundo das criptomoedas, está na hora de escolher um lado: o dos palpiteiros de plantão, que dão palpite sem saber bem do que estão falando, ou de um investidor que domina os termos utilizados, faz análise e por isso se dá bem?

Fiat

Fiat, nesse caso, não é a marca de carros, mas precisa conhecer esse termo se quer conduzir bem no mundo dos ativos digitais. Fiat é a expressão usada para as moedas tradicionais, que são emitidas e controladas por governos e bancos centrais, como o dólar, o euro ou real.

Para que você precisa das Fiat no contexto de ativos digitais? É com as Fiat, por exemplo o real, que você comprará, na Exchange, as suas primeiras criptomoedas, como a Bitcoin. 

Capitalização de Mercado

A capitalização de mercado de uma criptomoedas é o valor total das moedas que foram minadas, ou seja, criadas. Para saber qual é o valor de mercado de uma determinada moeda, você precisa multiplicar o número de moedas por seus respectivos valores atuais.

Agora, quando alguém lhe falar no valor de capitalização de mercado de uma determinada crypto, você não ficará achando que esse valor é uma obra do acaso ou da passagem de vênus por saturno!

Blockchain

Blockchain é nada mais nada menos que um banco de dados, ou seja, uma espécie de livro-razão global. Nesse banco de dados tudo o que acontece é registrado e nada pode ser apagado. Viu como é simples? 

Toda nova informação nesse banco de dados é chamada de bloco. Para criar uma “impressão digital”, cada novo bloco está sempre ligado ao bloco anterior - daí a tradução literal ser “corrente de blocos”.

Agora imagine que é essa corrente de blocos existe mesmo na sua frente. Se você tentar mexer um bloco ele vai mexer o seguinte, que vai mexer o seguinte, que por sua vez mexerá o próximo… Isso significa que, se alguém tentar mover algo todos na cadeira vão perceber, por isso é tão seguro.

DeFi

As informações e movimentações financeiras sempre foram tratadas por órgãos específicos, para o efeito, como os Bancos e as Corretoras. Atualmente, não é tão simples assim, pois as criptomoedas retiraram esse elemento oficial. Assim, as transações são feitas diretamente entre usuários, por meio da blockchain, garantindo mais rapidez, flexibilidade, privacidade e menores custos.

Foi nesse seguimento que surgiram as aplicações DeFi, como uma categoria de aplicações, baseadas na blockchain, que oferecem os mesmos serviços de um banco ou corretora, sem necessidade de intermediários. Nas aplicações DeFi poderá fazer seus pagamentos, investimentos e até pedir empréstimos em ativos digitais.

DeFi é a junção das iniciais de Decentralized Finance, ou seja, financiamento descentralizado. Esse conceito é de tal forma recente que não há um consenso na sua explicação: para alguns é mais abrangente e para outros mais simplificado. A melhor parte de isso tudo é que estamos vivendo um momento histórico e faremos, juntos, parte dessa construção de conceitos e novos ambientes financeiros. 

As aplicações DeFi podem ser usadas por qualquer um, sem necessariamente fornecer seus dados pessoais ou responder aos enormes questionários das empresas investidoras. Ainda há mais vantagens: as suas ações têm efeito em tempo real: em apenas alguns segundos as suas transações, por exemplo, de transação ficarão concluídas. Tudo isso sem esperar na fila do banco, pagar taxas ou assinar dezenas de papéis.

Um outro ponto que tem sido elogiado à DeFi é o fato do seu investimento estar na sua conta, ao contrário do sistema financeiro tradicional, onde o banco dispõe livremente do seu dinheiro para emprestar a outros e fazer investimentos. Então, seu dinheiro digital estará sempre à sua disposição e quando quiser.

Nesse sentido, para o bem ou para o mal, na DeFi você não terá que ouvir seu gerente te falar dos melhores investimentos. Todas as decisões sobre como o seu dinheiros deve ser gasto são exclusivamente suas.

Se não há um intermediário, será seguro? Com toda essa descentralização também é maior a transparência, pois todas as transações são registradas publicamente e podem ser consultadas. Além do mais, existem smart contracts (contratos inteligentes, numa tradução livre), que são programas executáveis por computador.

Tokens

Tokens são um dos 6 conceitos que precisará dominar para vencer no mundo das criptomoedas. No contexto da programação, token, que em inglês significa “símbolo”, é um gerador de senhas. Contudo, no universo das criptomoedas, um token diz respeito à representação  de um ativo digital. Em outras palavras, se refere a uma unidade de valor que é emitida e mantida em uma blockchain.

Quando alguém se refere a uma criptomoeda que não seja Bitcoin ou Ethereum poderá usar o termo token. Não está errado, embora Bitcoin e Ethereum sejam também tokens. Nesse caso, deveria usar o conceito de alt coin.

Agora vem a parte mais complexa: todos os tokens são criptomoedas, mas nem todas as criptomoedas são tokens. Vamos simplificar: a Bitcoin tem uma blockchain exclusiva, mas imagine que você queira criar sua própria moeda digital. Para isso você precisará usar a rede de um sistema que já existente. Assim, iria usar uma das blockchains existentes, como Polygon, Avalanche, Solano e Ethereum.

Assim, os tokens podem representar ações de empresas, direitos de acessos, promessa de um produto e até arte digital. No caso da arte vamos reservar uma matéria inteirinha para eles (NFTs) em breve!

ICO

As empresas quando querem atrair investidores fazem IPOs (Inicial Public Offerings) para colocar à venda suas ações. No contexto das criptomedas, funciona do mesmo jeito. Quando alguém tem uma ideia de negócio, produto ou mesmo interesse em lançar uma nova moeda digital pode publicamente angariar fundos.

Assim surgiram os ICO (Initial Coin Offering) que é a oferta inicial de moedas (ou outros ativos) digitais. Depois de analisarem devidamente a apresentação do ICO, os interessados compram tokens do ICO, que não são necessariamente criptomoedas, esperando que valorize.

Fique ligado no seguinte: analisar ICOs para investir requer muita cautela. Uma vez que não existe regulamentação, qualquer pessoa pode lançar uma campanha, com excelente marketing, para angariar investimento e o projeto nunca se tornar realidade. 

Se está curtindo o aprendizado de hoje pode procurar evoluir junto de plataformas confiáveis como a Binance ou, de uma forma mais atrativa, ouvindo podcasts.

Ainda que você não queira ser um trader, não se esqueça que pode gerar um bom rendimento usando as criptomoedas para apostar em esportes ou jogar em cassinos. Por isso, é sempre bom dominar essas terminologias que em breve farão parte do nosso dicionário.

Partilhar